Anvisa define regras para autoteste de HIV

20 de novembro de 2015
HIV

Mais uma arma no combate ao HIV. É o que possibilita a nova RDC da Anvisa, aprovada nesta sexta (20), que permite o registro no Brasil de autotestes para a triagem do vírus HIV e que poderão ser utilizados por usuários leigos. O país passa a ser um dos poucos do mundo a adotar esta estratégia, buscando ampliar o acesso ao diagnóstico, o que configura-se em mais um instrumento para auxiliar no controle da infecção no Brasil.

A Anvisa atendeu ao Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que solicitou o apoio da agência para regulamentar a comercialização de autotestes de HIV em farmácias, drogarias, postos de medicamentos, serviços de saúde e programas de saúde pública.

O novo regulamento técnico tem como um de seus objetivos o impacto na redução da transmissão do vírus e na queda do surgimento de novos casos.

A RDC estabelece que os produtos deverão conter informações claras que indiquem seu uso seguro e eficaz, incluindo ilustrações como fotografias, desenhos ou diagramas sobre a obtenção da amostra, execução do teste e leitura do resultado.

A norma também responsabiliza os produtores no esclarecimento quanto à janela imunológica humana, que é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos no sangue, bem como orientações de conduta do indivíduo após a realização do teste.

Ao aprovar este regulamento, a Anvisa considerou também a agilidade da resposta ao indivíduo e a relação risco-benefício da testagem.  Vale ressaltar que trata-se de um método para triagem: o resultado obtido no teste, seja positivo ou negativo, deverá ser confirmado por um serviço de saúde especializado e em testes laboratoriais.

Outro ponto importante a se destacar é que o autoteste não poderá ser utilizado, de forma alguma, na seleção de doadores em serviços de coleta de sangue.

Para consolidar a RDC, a Anvisa estabeleceu, para os produtores, algumas prioridades, como a disponibilização de um canal de comunicação telefônico de suporte ao usuário 24 horas, durante os sete dias da semana, e uma embalagem contendo indicação do serviço Disque Saúde do Ministério da Saúde (136).

Qualidade de vida

Estimativas do Ministério da Saúde apontam que cerca de 143 mil brasileiros desconhecem ser portadores do HIV.  Por conta disso, o governo brasileiro tem desenvolvido diversas estratégias para controlar a transmissão do vírus, estabelecendo políticas públicas que reforçam a ampliação do conhecimento das pessoas quanto à infecção pelo HIV e estimulando o acesso ao diagnóstico.

O conhecimento do estado de saúde permite melhorar a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas e reduzir a probabilidade de transmissão do vírus, auxiliando no controle da infecção pelo HIV.

Fonte: ANVISA

Comentário de Clinton sobre o melhor livro sobre política que leu nos últimos anos.

Clinton comentou que o melhor livro sobre política que leu nos últimos três anos não foi escrito nem por um político nem por um economista e sim por um microbiologista. A Conquista Social da Terra, de Edward O. Wilson, fala sobre como homens e insetos constroem uma complexa vida social e conseguem se defender de inimigos e sobreviver por meio da cooperação. “O mundo pertence aos cooperadores”, concluiu.

Fonte: terra.com

O CRF/MG a um clique de você

Farmacêuticos poderão acessar os principais serviços oferecidos no site do Conselho por aplicativo móvel pelo celular ou tablet

Já pensou ter acesso à casa do farmacêutico na palma da mão? Os farmacêuticos mineiros já podem contar com um aplicativo móvel (app) do CRF/MG para utilizarem os principais serviços da entidade com agilidade e segurança pelo celular ou tablet. Com um design moderno, o app foi desenvolvido para atender as demandas do usuário, sendo de fácil navegabilidade e usabilidade. A ferramenta já está disponível no sistema Android (na PlayStore) e, em até 15 dias, também será disponibilizada para iOS (na Apple Store).

Entre suas principais funcionalidades, estão a possibilidade de o profissional realizar o comunicado de ausência, atualizar seus dados cadastrais e consultar informações financeiras. O farmacêutico pode ainda acessar os conteúdos informativos, como agenda de cursos e eventos, notícias, edições da Farmácia Revista, além de conferir as novidades do Programa de Benefícios ao Farmacêutico de Minas Gerais – Profarminas

O presidente do CRF/MG, Vanderlei Machado, explica que o aplicativo proporciona mais comodidade aos farmacêuticos para realizarem seus procedimentos junto ao Conselho. “No contexto atual, em que estamos sempre atarefados com o trabalho e as demandas pessoais, a tecnologia tem sido uma grande aliada para que nos mantenhamos informados e em dia com os compromissos profissionais. Por isso investimos nesse projeto, para que os farmacêuticos possam contatar o CRF/MG a qualquer momento, de forma ágil e segura”, ressalta.

A partir de dezembro, o software também contará com serviços para a população, como a consulta sobre profissionais regularmente inscritos no CRF/MG e a busca pelos estabelecimentos farmacêuticos geograficamente mais próximos do ponto onde a pessoa estiver localizada, interagindo diretamente com a ferramenta Google Maps.

Confira as principais vantagens do aplicativo móvel do CRF/MG:

– Comodidade: Praticidade para realizar comunicados e atualização de dados

– Mobilidade: Acesso aos serviços a qualquer momento e em qualquer lugar

– Segurança: Acesso para farmacêuticos autenticado por login e senha

– Facilidade: Aplicativo de fácil navegabilidade e usabilidade

– Consultas rápidas: Buscas de RT e estabelecimentos farmacêuticos

Fonte: CRF MG

Cuidado Farmacêutico

A aprovação da Lei 13.021/14 abriu caminho para que os farmacêuticos se apropriassem da condição de promotores de saúde dentro dos estabelecimentos. No último ano, vários profissionais abriram seus próprios consultórios e estão prestando Atenção Farmacêutica individualizada aos seus clientes. Uma delas é Cristiane Aparecida Coelho, proprietária de uma drogaria em Barbacena, na região Central do Estado. Depois de identificar a demanda e se preparar para a nova tarefa, ela inaugurou um consultório para melhor orientar os pacientes no início de 2015.
Farmacêutico
“Muitas pessoas me procuravam no balcão pedindo explicações sobre os medicamentos em uso ou prescritos recentemente. Percebi que essa prática não poderia ser feita diante de outros clientes, pois muitos me questionavam sobre atraso menstrual, anticoncepcionais e outros assuntos que os deixavam constrangidos de se expor na frente dos outros”. Ela adequou uma sala da drogaria com móveis de escritório e computador. Os atendimentos, que começaram com alguns clientes específicos, rapidamente foram ampliados para todos os interessados mediante marcação prévia.

Segundo a farmacêutica, na consulta é feita uma anamnese do paciente. Depois, ela afere a pressão e faz o teste de glicemia, quando necessário. “O paciente sai com um cartão de controle e a próxima consulta já agendada. É muito prazeroso quando ele volta e diz que o tratamento deu certo. A maioria mantém a pressão arterial controlada, assim como o diabetes e o colesterol”, conta Cristiane, orgulhosa.

Para ter condições de atender em consultório, a farmacêutica afirma que foi poreciso muito preparo profissional. “Busquei muita bagagem antes de começar. Estudei a Lei 13.021/14, a Resolução 586/13, a Resolução 585/13, a RDC 44 e, é claro, fui tirando várias dúvidas com o CRF/MG. Hoje, curso pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica”. Por ser uma atividade nova, Cristiane optou por não cobrar pelos atendimentos. Mas ela garante que o retorno financeiro da iniciativa é positivo. “Atrás de um atendimento sempre vem uma receita a ser aviada”, garante.

Cristiane afirma que mantém boa relação não só com os clientes, mas também com os prescritores. “Os pacientes levam para os médicos as minhas orientações e eles decidem qual a melhor conduta a tomar. Em muitos casos, principalmente quando o cliente é idoso, faço no meu receituário um relato de todas as queixas dele, medicamentos utilizados e, quando possível, um comparativo da terapia e resultados laboratoriais. Esse trabalho tem dado resultados fantásticos. Inclusive, já recebi um ‘parabéns pela iniciativa’ de um dos médicos”.

Ela incentiva os profissionais farmacêuticos a seguirem o mesmo caminho. “Vivenciamos um momento em que a farmácia não é mais só um comércio. Eu prezo o contato direto com o paciente, alguns minutinhos de conversa, tirar dúvidas e dar orientações necessárias. Já deixamos de ser simplesmente farmacêuticos para sermos orientadores e praticarmos a Atenção e a Assistência Farmacêutica de modo individualizado”.

Fonte: crfmg

Conselho de Farmácia autua a USP por produção de fosfoetanolamina

Fiscais verificaram que processo não segue normas de garantia de qualidade.
Para presidente do órgão, Justiça transformou o composto em medicamento.

Fosfoetanolamina

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) autuou a Universidade de São Paulo (USP) por conta da produção da fosfoetanolamina sintética. Segundo o presidente da entidade, fiscais estiveram no laboratório em que a substância é produzida, no campus de São Carlos, e verificaram que o processo não segue normas como controle de qualidade, o que levou à aplicação de uma multa e a um comunicado à Vigilância Sanitária. Por conta do feriado, os representantes da universidade e do órgão municipal não foram localizados.

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina, alardeada como cura para diversos tipos de câncer, não passou por testes em humanos necessários para se saber se é mesmo eficaz, e por isso não é considerada um remédio, como destaca a própria universidade. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos. Tampouco se sabe qual seria a dosagem adequada para tratamento. Relatos de cura com o uso dessa substância não são cientificamente considerados prova de eficácia, já que não tiveram acompanhamento adequado de pesquisadores.

Questionado sobre o porquê de os fiscais visitarem o laboratório apenas na última semana, uma vez que o produto é sintetizado e distribuído há anos, Pedro Eduardo Menegasso afirmou que o órgão não tinha conhecimento da produção até a divulgação na mídia e que o CRF não costuma fiscalizar universidades.

“No conselho, a gente fiscaliza o trabalho com medicamentos. O instituto em São Carlos é uma faculdade de química, um laboratório didático”, justificou, apontando que o órgão agiu diante do posicionamento da Justiça sobre o assunto.

“Não é um medicamento porque não tem registro no Brasil como medicamento, o problema é que a Justiça transformou em medicamento a partir do momento em que obrigou o laboratório a fornecer para as pessoas como medicamento. É o primeiro caso, no Brasil, em que você tem um produto experimental transformado à força em um medicamento por força da Justiça.”, afirmou Menegasso.

Com esse entendimento, cabe ao CRF fazer a vistoria. “Se você está falando de medicamento, existe a necessidade de ter farmacêutico, existe a necessidade de ter uma produção organizada, com controle de qualidade e todos os procedimentos, porque é um produto para uso humano”, explicou.

Vistoria
A vistoria foi realizada no último dia 28. Segundo Menegasso, os fiscais verificaram que não há boas práticas de produção, controle de qualidade, e farmacêutico responsável na fabricação e na dispensação, todos fatores obrigatórios, e a universidade terá de se adequar.

“Não temos o poder de interditar o laboratório. Por ser uma fiscalização administrativa, o que nós fazemos é a autuação, emissão de intimação dando um prazo imediato para a regularização, e comunicamos as autoridades, a Vigilância Sanitária, que têm o poder de exigir com outra propriedade a regularização”, disse Menegasso.

Foi aplicada uma multa que será calculada nos próximos dias, mas, conforme adiantou o órgão, deverá ter valor simbólico, e não houve comunicação à polícia, como acontece em outras situações.

“Quando existe uma infração que extrapola a questão sanitária, do ponto de vista criminal ou algo assim, nós comunicamos a polícia, mas não é o caso. No caso, estão infringindo apenas normas sanitárias”.

Posição do Conselho
“Esses pacientes que estão recebendo esse suposto medicamento via Justiça poderiam fazer parte de um estudo, aí estaria regularizado o fornecimento para eles”, disse Menegasso, ressaltando a importância de testes que comprovem a eficácia do composto.

“Nossa posição é que, se existe potencial para essa substância se transformar em medicamento, a obrigação do governo brasileiro é coordenar esforços para que isso seja realidade, para que haja pesquisa clínica, para que se conclua rapidamente”, afirmou.

No dia 30, após uma audiência pública discutir o composto no Senado, o governo federal oficializou a criação de um grupo de trabalhopara apoiar as etapas necessárias para o desenvolvimento clínico da fosfoetanolamina sintética. Veja a publicação no Diário Oficial.

Fonte: G1globo

Conteúdo Farmacêutico de Qualidade